Pimentel promete desonerar setores que mais sofrem com dólar barato

Pimentel promete desonerar setores que mais sofrem com dólar barato

 

Segundo ele, governo agirá de forma diferenciada por setor da economia para combater o câmbio valorizado

Para enfrentar o dólar barato, o governo apostará em desonerações e no investimento em pesquisa e inovação, afirmou o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, que tomou posse nesta segunda, dia 3. Segundo ele, o governo agirá de forma diferenciada por setor da economia para combater o câmbio valorizado, que desestimula as exportações.

Na avaliação do novo ministro, cada setor reage de forma distinta à determinada taxa de câmbio.

 

– O câmbio flutuante não funciona como um navio que sobe e desce conforme as ondas, mas como uma porção de patinhos espalhados na mesma onda. Com uma mesma taxa [de câmbio], há setores que reagem bem e mal – comparou.

 

De acordo com Pimentel, as desonerações setoriais ajudam determinados ramos da economia a superar as dificuldades no curto prazo.

 

– Com uma desoneração, de alguma forma, o peso do patinho é retirado e ele sobe mais rápido – explicou seguindo a metáfora dos patinhos na onda.

 

No longo prazo, ressaltou, somente a melhoria da produtividade é capaz de fazer frente ao dólar barato.

 

– A gente pode pôr um motor no patinho para ele nadar ao investir em competitividade e inovação – disse.

 

Segundo o ministro, a presidenta Dilma Rousseff exigiu discurso unificado da equipe econômica em relação ao câmbio e aos juros. Dessa forma, as declarações sobre esses temas ficarão centralizadas no ministro da Fazenda, Guido Mantega.

 

Sobre a diminuição dos aportes para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Pimentel afirmou que a instituição continuará como o principal instrumento de “alavancagem” do desenvolvimento. Nos últimos dois anos, o banco recebeu cerca de R$ 235 bilhões do Tesouro Nacional e não deve receber mais injeções de recursos, conforme o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou em dezembro.

 

Para o ministro do Desenvolvimento, o governo quer estimular a participação do setor privado no financiamento de longo prazo ao interromper a transferência de recursos para o BNDES.

 

– Não podemos ter apenas o Estado assumindo esse papel [de financiador de longo prazo]. O setor privado é pujante e estruturado e tem condições de também empreender essa tarefa – declarou.

 

O ministro rechaçou o argumento de que o Brasil passa por um processo de desindustrialização por causa do câmbio valorizado.

 

– O conceito de desindustrialização é muito pesado para ser usado neste momento no Brasil. Temos dificuldades setoriais, mas relacionadas à queda do crescimento, não à retração – comentou.

 

Até agora, a única mudança no segundo escalão do Ministério do Desenvolvimento é a ida de Alessandro Teixeira para a Secretaria Executiva, no lugar de Ivan Ramalho. Os demais secretários, afirmou Pimentel, só serão definidos nas próximas semanas.

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