Espetáculo musical revisita o criador do Big Brother, George Orwell, na Unifal com entrada franca.

Em seu quarto ano em turnê, o monólogo musical “1984, Uma leitura musical” apresenta-se na Unifal, no dia 22 de Março, às 20h, com a participação de diversos professores convidados para debater o tema.

     Traduzir musicalmente uma das mais importantes obras do século XX, atualizando o discurso de seu criador ligando-o aos acontecimentos da atualidade – esta é a proposta do espetáculo que tem feito sucesso pelas universidades onde se apresenta (PUC/BH, UFMG/BH, Unitau, Unifei, FeMIT, Fesb).
     Lançado em 2007, o monólogo musical “1984, Uma leitura musical” é interpretado por Jucilene Buosi, que empresta ao espetáculo toda sua versatilidade vocal e dramaticidade (que ganhou em anos de estudo do canto lírico). A trilha sonora é também de um sulmineiro, o compositor Wolf Borges que, inspirado na obra “1984” passeia por diversos estilos musicais como o rock progressivo, o tango, a valsa para ilustrar musicalmente momentos retratados no livro.
     Orwell escreveu sua obra em 1948, imaginando o que seria o futuro sob a ótica dos regimes totalitários da época – o fim da liberdade e a transformação do indivíduo em objeto para servir aos interesses do sistema – esta é a abordagem de 1984. Na leitura musical, que atualiza a crítica social de Orwell, o narrador – ora observador, ora personagem (ora vigilante, ora vigiado), continua sob o comando do mesmo Big Brother (ou, em bom português, Grande Irmão), personagem criado por Orwell que tinha o controle do sistema através de câmeras de TV – daí a inspiração dos realities shows em todo mundo.
     O espetáculo foi dirigido pelo coreógrafo Tuca Pinheiro, que acrescentou a ele elementos de dança e vídeo, e juntamente com seus criadores (Wolf e Jucilene), conseguiu traduzir o ambiente da trama, conjugando sentimentos controversos, dosando dramaticidade e leveza, visitando os limiares da razão e alienação. No palco, além da atriz, o resultado de uma cuidadosa produção: cenografia e roteiro, também assinados por Wolf Borges, figurino, projeto de iluminação e vídeo-arte, e a execução ao vivo da trilha sonora.
     O espetáculo já esteve em turnê por diversas cidades brasileiras e desde 2009 trabalha sua versão didática, quando seus criadores levaram-no para a Universidade e acrescentaram-lhe debate com professores e a participação da comunidade estudantil. “O modelo didático tem se mostrado bastante efetivo no que diz respeito ao resgate da universidade em seu papel de ambiente de debate e discussões filosóficas”, diz Wolf. Já para a atriz e intérprete da obra, Jucilene, “a oportunidade de levar a mensagem de Orwell aos jovens através da linguagem musical é um privilégio”. O projeto é amparado pela Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais e patrocinado pela Fagor Ederlan Brasileria. Quem promove e apoia o espetáculo é a Pró-reitora de Extensão da UNIFAL.

Serviço
Monólogo musical – 1984, Uma leitura musical
Data: 22/03/2011 – TERÇA
Horário: 20:00
Local: Auditório Leão de Faria – UNIFAL
ENTRADA FRANCA para estudantes e toda comunidade.

Sobre o elenco
     Jucilene Buosi é atriz e intérprete com atuação em grupos de teatro, corais, óperas e musicais. No Sul de Minas atua também como Produtora Cultural produzindo e por vezes dirigindo espetáculos e eventos de artistas de sua região. É intérprete do monólogo musical “1984, Uma leitura musical”, (do compositor sulmineiro Wolf Borges e direção de Tuca Pinheiro) que deu origem ao CD da trilha sonora de mesmo nome, em turnê desde 2007, por mais de 50 cidades. É formada em Canto pela Faculdade Carlos Gomes (SP) e Conservatório de Música de Pouso Alegre. Bolsista da Fundação Vitae (SP, 2001/2002), desenvolveu projeto de interpretação cênica e técnica vocal, voltado à ópera, com Neyde Thomas (Curitiba). Intérprete de performance eclética, participa de festivais de música popular por todo o Brasil (marcada por diversas premiações), shows, recitais líricos e oficinas de ensino de canto. Premiada no projeto Rumos, da Fundação Itaú Cultural, na Carteira Coletivo (SP, 2010); premiada pelo Projeto Cantoras Daqui (BDMG Cultural/BH, 2009); participou da Festa da Música (Teatro Alterosa/BH, 2008); apresentou-se no Projeto Música no Museu da Pampulha (BH, 2007), transmitido pela Rede Minas; foi semi-finalista do Concurso Internacional de Canto Lírico Bidu Sayão (Belém/PA, 2006); premiada pelo Projeto Música Independente (Palácio das Artes/Rede Minas/Rádio Inconfidência/BH, 2005) e Conexão Telemig Celular (BH, 2004).
     Wolf Borges, em seus 25 anos dedicados à música, tem em sua composição forte traço de resgate de ritmos genuinamente brasileiros. Participou por dois anos das coletâneas Rumos, Tendências e Vertentes Musicais, que investiga a produção musical focada na cultura brasileira (Fundação Itaú Cultural). Wolf funde a tradição da música brasileira com a experimentação para produzir suas canções, com o refinamento harmônico característico das Minas Gerais. Intérprete de timbre privilegiado, Wolf prima pela performance como poucos, cuidado que se estende à produção de seus CDs. Neste ano Wolf Borges lança o CD Circo dos sonhos cercando-se novamente de expoentes da música brasileira como Ney Conceição, Marco da Costa, Toninho Ferragutti, Toninho Horta, entre outros. Em 2007 teve seu musical 1984, Uma leitura musical gravado por Jucilene Buosi.  Em 2003 lançou o álbum Singular com a participação de Leila Pinheiro, Cláudio Nucci, Paulinho Pedra Azul, Juarez Moreira, Ivan Vilela – com muitos deles fez shows pelo Brasil. Também em 2003 lançou o livro Catedrais de vidro. O primeiro CD, Ímpar (98), gravado com Elder Costa, foi considerado uma referência por vários artistas e críticos musicais por sua qualidade, sonoridade e ritmo.

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