Embalagens de remédios deverão ter selo de segurança

 A partir de janeiro de 2012, todas as embalagens de remédios deverão conter um selo de segurança fornecido pela Casa da Moeda que permitirá ao consumidor consultar na farmácia, por meio de leitores óticos, a autenticidade do produto. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (06) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e motivou protestos da indústria farmacêutica.


Segundo a Anvisa, os medicamentos falsificados, roubados, sem registro ou contrabandeados, antes comuns apenas em feiras livres, têm sido encontrados no comércio regular. Apenas neste ano, 53.575 remédios falsificados e contrabandeados foram apreendidos, além de 62,9 toneladas de produtos sem registro. Com o selo, a autenticidade poderá ser comprovada ao aproximar a caixa do leitor ótico. Uma luz verde e um sinal sonoro indicarão que a droga é lícita.


Diversas entidades da indústria farmacêutica divulgaram hoje nota afirmando que a adoção do selo vai causar aumento no preço dos medicamentos. "Além do custo do selo, que é de R$ 0,07 por unidade, as empresas terão de comprar máquinas para colar as etiquetas. Tem todo um custo de logística que será repassado ao preço final do medicamento", conta Nelson Mussolini, vice-presidente do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma).


A indústria defende a adoção de um código de barras bidimensional, impresso na própria embalagem do medicamento. "Com o selo, vamos ficar nas mãos da Casa da Moeda. Se eles não entregarem o selo, as pessoas vão ficar sem remédios", diz Mussolini. (AE)

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