Marolo vira objeto de estudos da Universidade Federal de Alfenas

Marolo vira objeto de estudos da Universidade Federal de Alfenas

O objetivo é descobrir maneiras de conservação e aproveitamento da fruta.
O marolo garante a renda de diversas famílias do sul de Minas Gerais.

Agricultores começaram a fazer a colheita do marolo em Minas Gerais. A fruta, também chamada de araticum e que garante renda para diversas famílias no sul do estado, virou objeto de estudo da Universidade Federal de Alfenas, que pretende descobrir outras maneiras de conservação e aproveitamento.

O milho é a principal fonte de renda no sítio da agricultora Maria do Carmo Alves. Mas nesta época do ano a lavoura divide espaço com uma fruta típica da região. “Dá para ajudar bastante nas contas da gente. Às vezes, a gente fica com uma pendência de alguma coisa para acertar e nesta época a gente liquida tudo, louvado seja Deus”, disse.

São cerca de 300 pés. Alguns são nativos e outros foram plantados pela agricultora, que pensa em aumentar a produção. “Já plantamos e vamos plantar mais. E estamos vendendo mudas também”, explicou Maria do Carmo.

O agricultor Elias Castilho, que também começou a colheita, escolhe com cuidado o fruto que precisa estar maduro. “O marolo está pronto para colher quando fica com abre as veias e amarela no meio. Entre uma veia e outra fica amarelado. A maioria do pessoal colhe o marolo verde”, esclareceu.

Segundo a Emater, não há como fazer um balanço da produção de marolo no sul de Minas Gerais. Durante muitos anos as árvores foram retiradas para dar lugar ao café. Aos poucos, elas vão sendo replantadas. Este ano, os pés estão mais carregados.

“O que aconteceu no ano passado foi um clima mais seco. Passamos o inverno bastante seco, o que propiciou o vingamento das flores do maroleiro”, disse Iraí Cássio de Souza, técnico agrícola da Emater.

O marolo amadurece entre os meses de fevereiro e abril. Nesse período, várias barracas são montadas na BR-491, em Paraguassu.

Apesar da importância econômica do marolo para muitas famílias da região, ainda são poucos os estudos sobre a fruta tanto do cultivo e da colheita como da forma de preparo. Por isso, essa fruta típica do cerrado foi parar no laboratório num projeto de pesquisa da Universidade Federal de Alfenas.

Os pesquisadores querem conhecer as formas de consumo e de conservação pós-colheita. “A partir dos resultados, a gente pode levar até o produtor e ele, junto com suas associações, organizar-se para poder viabilizar isso para o consumidor”, disse a nutricionista Flávia Della.

Muitas novidades estão por vir. Marolo em pó e desidratado são os primeiros passos para desvendar o potencial desta fruta de aroma marcante e sabor forte. “Isso é muito importante para a nossa cultura, para a nossa região”, completou Flávia Della.
 

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