Mulher morre atropelada

No último sábado, dia doze de março, por volta das vinte horas, Maria Faustina de Castro, 57 anos, casada, mais conhecida como tina, moradora do Campos Elíseos morreu após ser atropelada por uma motocicleta pilotada por Jardel Neves de Lima, 24 anos.

O acidente ocorreu na Av. Machado de Assis. Não existe faixa de pedestre nas proximidades do atropelamento e a lombada localizada poucos metros acima do ocorrido não evita ou reduz os freqüentes acidentes na avenida. Segundo as pessoas que presenciaram o fato, Maria Faustina atravessava a rua quando foi surpreendida pela moto que descia a Av. Machado de Assis sentido Jardim América.

A vítima foi levada ao Hospital Universitário Alzira Velano ainda com vida, contudo não suportou os ferimentos e veio a falecer logo em seguida.  Jardel também foi levado para o Hospital Universitário com ferimentos leves e logo teve alta. A família de Maria reconheceu os pertences que ficaram na rua. O corpo de Maria foi  velado no  velório municipal. Maria de Fátima da Silva, filha de Maria Faustina, conta que sua mãe trabalhava como faxineira e era responsável por seu pai, José Lúcio da Silva, que tem sérios problemas mentais. 

Sérgio Donizete do Carmo, proprietário do estabelecimento comercial localizado em frente ao local do acidente (Espetinho da Cida), conta que a Avenida Machado de Assis tem sido cenário de diversos acidentes: “Aqui os acidentes são rotina, só nos últimos meses foram quatro atropelamentos com vítimas fatais além dos diversas batidas de carro”, diz Sérgio.

Uma solução apontada por moradores do local seria a implantação de mais lombadas, entretanto o Código de Trânsito Brasileiro, no artigo 94, proíbe qualquer obstáculo em vias públicas tanto para pedestres como para os veículos. A resolução 39 determina que em casos especiais as lombadas podem ser implementadas de acordo com os padrões do CONATRAM (Conselho Nacional de Transito).  

Segundo Edina Donato, Coordenadora de Trânsito de Alfenas, as lombadas se mostram desnecessárias e incompatíveis, sendo inclusive utilizadas como rampas por alguns motociclistas que ao invés de reduzirem, aceleram ainda mais para saltarem. “Ao mesmo tempo em que as lombadas podem evitam alguns acidentes também são responsáveis por outros. Elas ainda danificam veículos e provocam rachaduras nas paredes de casas mais próximas, tanto que o próprio Código de Trânsito Brasileiro proíbe a implantação das mesmas”, explica Edina Donato que conclui dizendo que  é preciso que as pessoas tomem consciência das leis de transito e que, principalmente, respeitem os limites de velocidade urbano que é de 40km/h.

Leonardo Miranda Alves

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José Lucio e Maria de Fátima

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Sergio Donizete

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