Casal luta pela guarda do bebê


Gisele é submetida à perícia médica para provar que é capaz de amamentar Luiz Otávio


 


             O Ministério Público agora quer saber se Gisele está produzindo leite naturalmente, sem o uso de medicamentos indutores, e se Luiz Otávio vem se alimentando apenas do seu leite. Para tanto, a Justiça determinou a instauração de uma perícia médica a fim de atestar se Gisele, que perdeu um filho legítimo recém-nascido há cinco meses, ainda é capaz de amamentar.


             Na tarde de terça-feira (17), Gisele se submeteu ao primeiro exame no Hospital Alzira Velano para constatar a produção de leite materno. O laudo deve sair amanhã, quinta feira (19). Os demais relatórios médicos devem ser apresentados quinzenalmente até que fique provado que ela produz leite natural capaz de alimentar o bebê de apenas dois messes.


 


Entenda o caso:                                                             


            Em março deste ano a mãe biológica do recém-nascido Luiz Otávio o entregou para o casal Fagner e Gisele sem autorização judicial. De imediato os novos pais deram entrada na documentação para obterem a guarda legal da criança. O bebê foi entregue ao casal com apenas quatro dias de vida e desde estão é tratado como filho legítimo, inclusive, amamentado por Gisele que perdeu um filho recém-nascido há apenas cinco meses.


            No final do mês passado, no dia 28 de abril, o promotor Marcelo Fernandes dos Santos alegou que o casal ficou com a criança desrespeitando a Justiça e que eles teriam perdido o direito de requerer a guarda. O promotor pediu que o bebê fosse retirado da família e a juíza Adriana Freire Diniz Garcia, expediu um mandado determinando que a criança fosse levada para o abrigo de alfenas. A advogada do casal recorreu da decisão em Belo Horizonte argumentando que a mãe biológica assinou um documento manifestando a vontade de que seu filho deveria ficar sob os cuidados do casal.


            No início do mês, dia 3 de maio, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, através de uma decisão provisória, devolveu o bebê para Fagner e Gisele.


            Em seguida o promotor Marcelo Fernandes dos Santos fez mais um pedido solicitando que a criança fosse novamente retirada do casal e devolvida ao abrigo, contudo solicitou que Gisele, a mãe adotiva, continuasse amamentando o bebê no local.


         No dia 12 de maio o Tribunal de Justiça negou o pedido e garantiu a guarda da criança aos pais adotivos através de uma liminar até o julgamento do caso. O tribunal considerou que Luiz Otávio, de apenas dois meses, vai ficar com o casal, pois precisa do leite da mãe adotiva.


            Fagner e Gisele já perderam de dois filhos ainda bebês, o primeiro faleceu após viver mais de um ano no hospital. O segundo nasceu em dezembro do ano passado, mas não chegou a completar um dia de vida.


 


Por Leonardo Miranda Alves


 

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