Funari retorna à Alfenas na III Semana Nacional de Museus na UNIFAL

 

Durante a abertura do evento é inaugurado o Museu de História Natural da Unifal

             Teve início ontem (16) a IX Semana Nacional de Museus e a III Semana Nacional de Museus na UNIFAL-MG com a palestra do professor Reinaldo Bertini (Unesp-RC), às 14:00 horas no Museu de Memória e Patrimônio da Universidade Federal de Alfenas UNIFAL-MG, localizado na Praça Dr. Emílio da Silveira, 14, juntamente com a inauguração do Museu de História Natural da Instituição.

             No evento houve a apresentação de uma orquestra musical dos jovens de Alfenas, e durante a noite aconteceu a abertura oficial do evento com a presença do Vice-Reitor da UNIFAL-MG, Edmêr Pereira Júnior e do pesquisador de renome internacional Pedro Paulo Funari (Unicamp) que realizou a conferência de abertura. A coordenadora da semana e também museóloga da Instituição, Luciana de Menezes, comentou sobre a política do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) de integração dos museus nacionais. Relatou que nessa IX Semana Nacional o Ibram reuniu mais de 3000 eventos espalhados por todos os pontos do Brasil e a UNIFAL-MG, prontamente, participando do processo.

             Outra nota importante comentada pela museóloga, é que a Instituição passa a fazer parte do número Internacional Normalizado para Publicações Seriada (ISSN) que significa o compromisso de publicações científicas em todas as edições da semana. Na conferência de abertura Funari traçou dois pontos teóricos de análise, uma delas é a condição de museus como memória e patrimônio e a segunda é a memória museológica brasileira voltada, intrinsecamente, como fator de exclusão social, demonstrado pela condição colonial de relações de escravidão que existiu no Brasil durante 400 anos e que ainda hoje persiste em alguns lugares do país. Após a proposição inicial, o pesquisador mostrou a origem iluminista dos museus onde se criou a necessidade de criar um laço com o passado que fosse comum a todos os cidadãos com a finalidade de sedimentar a ideia de compartilhamento e homogeneidade da sociedade, com a necessidade de transpor uma projeção do presente com o passado.

             Posteriormente, Funari traçou um paralelo interessante das diferenças de análise das memórias com a influência do ambiente como leitura, discussões, meios de comunicação e qualquer outro tipo de interação como influência direta no entendimento de determinada situação, que chamou de memória social. Citou como exemplo a relação patriarcal, hierárquica e desigual que estão expressas na maioria dos museus do Rio de Janeiro e São Paulo que o museu nada mais é que uma estrutura social que vem reforçar as hierarquias sociais.

 

 

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