Apae de Alfenas recolhe assinaturas para impedir a extinção das escolas especiais


 

As crianças deficientes deixariam de estudar dentro da Apae, onde há toda a estrutura necessária, para serem alfabetizadas nas escolas da rede pública de ensino.

Por Leonardo Miranda Alves

             A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Alfenas saíram às ruas nesta segunda feira (6) para recolher assinaturas para solicitar que o Plano Nacional de Educação e as normas do Conselho Estadual de Educação contemplem o direito das pessoas com deficiência intelectual e múltipla de frequentar Escolas Especiais regularmente constituídas e pertencentes ao sistema educacional, quando isto for desejo da família e da pessoa com deficiência.

             Além dos postos móveis para a arrecadação de assinatura, folhas foram distribuídas em empresas, escolas e comércios. Ontem, terça feira (7), os profissionais da Apae estavam em frente ao Banco do Brasil na Praça Getúlio Vargas. Ainda é difícil pontuar a quantidade de assinaturas recolhidas em Alfenas, mas os organizadores acreditam que cerca de cinco mil pessoas já aderiram à mobilização.  O recolhimento se estende apenas até amanhã, quinta feira (9), os interessados em participar do abaixo assinado devem se dirigir até a Apae de Alfenas (Praça Padre Afonso Van Graff, 1070 – Centro).

             Na sexta­-feira, dia 10 de junho, por requerimento do Deputado Federal Eduardo Barbosa, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (Alemg) realizará de 9h às 12h a Audiência Pública sobre o Projeto de Lei 8035, “que aprova o Plano Nacional de Educação para o decênio 2011-2020” apresentado pelo ministro da Educação Fernando Haddad, para o então presidente Luiz Inácio da Silva, no dia 15 de dezembro do ano passado. Para debater o tema foram convidados a Secretária de Estado de Educação, Ana Lúcia Gazzola, e os representantes da PUC-MG, Carlos Roberto Jamil Cury, Undime, Edna Gonçalves Amorim, e SindUTE, Beatriz da Silva Cerqueira.

          Nadir Luiza Alves, Vice Presidente do Conselho Municipal de Direitos de Pessoas com Deficiência de Alfenas é a favor da inclusão, contudo salienta que é necessário um processo de adaptação da rede pública de ensino para que esteja apta para proporcionar todo o amparo que as crianças possuem nas escolas especiais da Apae. O movimento pela arrecadação de assinaturas conta com o apoio do prefeito Luizinho e do deputado Pompilio. “A inclusão é importante, mas deve atender as necessidades das crianças especiais. As escolas públicas não estão preparadas para receberem alunos da Apae. Nas escolas especiais da Apae as crianças contam com toda a estrutura pedagógica e atenção que necessitam.”, afirma. Nadir observa que a greve, que começou hoje, é um bom exemplo de que as escolas públicas não estão aptas para receber crianças deficientes. “Na Apae temos a consciência que não podemos aderir às greves, pois nossas crianças não podem ficar sem assistência por conta de reinvindicações dos trabalhadores em educação”, salienta Nadir. 

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