Comitê estuda indenização a usuários do Lago de Furnas

Com 13 metros abaixo do nível normal na pior seca dos últimos 12 anos, comerciantes e piscicultores das 34 cidades banhadas pelo Lago de Furnas, no Sul de Minas, estão tendo prejuízos. Com isso, o Comitê da Bacia do Rio Grande estuda maneiras do governo federal indenizar as pessoas que tiveram a renda prejudicada com a estiagem.

O restaurante de Severino Martini ainda recebe alguns clientes, mas o movimento já não é mais o mesmo desde que a paisagem foi modificada. Um imenso pasto tomou conta da área onde havia água em abundância. O empresário, que está há 29 anos no mesmo ponto, reclama da queda nos lucros.

“O movimento caiu cerca de 50%. Os turistas quando chegam aqui e olham tudo seco, vão embora”, afirma.

O reservatório de Furnas está funcionando com apenas 12% da capacidade. Apesar do nível do lago baixo estar prejudicando todos os comerciantes da região, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) afirma que está cumprindo o papel de geração de energia.

 

Nível da represa está 13 metros abaixo do normal em alguns pontos 

Na última semana, o deputado estadual Pompílio Canavez, que é representante da Bacia do Rio Grande e Furnas, esteve em uma reunião com representante do ONS. De acordo com ele, a indenização está sendo estudada. “Estamos vendo maneiras do governo federal indenizar os agentes econômicos do Lago de Furnas da mesma maneira que pescadores são indenizados na época da Piracema, para que eles sejam recompensados por causa da seca”, explica.

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Em Alfenas (MG), alguns tanques-rede foram abandonados pelo piscicultor João Batista Ribeiro. Segundo ele, só a indenização não basta. “É preciso respeitar o nível mínimo e emitir alertas sobre os períodos de estiagem”, alega.

Ainda de acordo com o deputado, o ONS assumiu o compromisso de que até fevereiro do ano que vem, 50% do volume mínimo da represa já tenham voltado ao normal.

 

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