Alunos de federais se sentem prejudicados com greve de 2012

Cerca de mil alunos de universidades federais da região se sentem prejudicados porque ainda não conseguiram concluir os estudos devido ao atraso por causa da greve dos professores que durou quatro meses no ano passado. Os estudantes reclamam que, sem o diploma, ainda não podem ingressar no mercado de trabalho.

Estudante da Universidade Federal de Lavras (Ufla), Íris Aparecida Custódio deveria ter se formado em dezembro do ano passado, mas por causa da greve dos professores só irá concluir a graduação no final de abril. Aprovada em dois concursos públicos, ela teme ser nomeada e não poder assumir nenhum dos cargos, já que ainda não tem o diploma. “Isso traz muita insegurança porque passar em um concurso público não é fácil né”, reclama.

João Lucas Dias Souza está no quinto período de agronomia, também na Ufla. Ele diz que a partir deste semestre começaria a receber uma bolsa remunerada, mas com a greve, não pode se inscrever no programa. “Eu fiquei sem a bolsa que me ajudava a pagar o aluguel e a comprar coisas”, explica.

 

A greve dos professores começou em maio e se estendeu até setembro de 2012. Foram 124 dias de paralisação, o que atrasou o calendário letivo. Dos alunos prejudicados pela greve, 400 são da Ufla e o restante da Universidade Federal de Alfenas (Unifal).

 

 

Em Lavras (MG), a pró-reitora de graduação explica que em alguns casos, quando a legislação permite, é possível adiantar a colação de grau para que o aluno não perca compromissos profissionais.

“Demos um tratamento diferenciado para todos os alunos que antes do início da greve assumiram compromissos, principalmente com estágios”, afirma a pró-reitora de graduação da Ufla, Soraya Alvarenga Botelho.

Na Universidade Federal de Itajubá (Unifei), os alunos não foram prejudicados porque os professores não aderiram à greve do ano passado.

fonte: EPTV

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