Manifestantes desocupam a Câmara de BH

Os manifestantes que ocupavam a Câmara Municipal de Belo Horizonte deixaram a galeria do plenário e os jardins do Legislativo da capital na manhã desta quinta-feira. Na tarde dessa quarta-feira, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais acatou pedido do presidente da Casa, vereador Léo Burguês, concedendo liminar de reintegração de posse das dependências do prédio, ocupado desde a última quinta-feira (1º).

Em coletiva à imprensa na manhã desta quinta-feira, os jovens que ocupavam a Câmara, em torno de 30, disseram que não estavam deixando o Legislativo municipal em função da liminar expedida pela Justiça, cuja notificação com a decisão eles disseram não terem recebido.

Três ocupantes representaram seus pares como porta-vozes do grupo – Alexandre Mazus, Paulo Rocha Jéssica Almeida. De acordo com eles, a desocupação só aconteceu por causa do atendimento às reivindicações do grupo. A primeira e mais importante, segundo eles, é a realização de uma audiência pública na Câmara Municipal, no próximo dia 28, com representantes da Prefeitura de Belo Horizonte e da BHTRans. Na pauta, o transporte público da capital.

Eles também disseram que foram atendidos com informações sobre a planilha de custos e o contrato das empresas que exploram as linhas de ônibus na capital. Além disso, os manifestantes contaram que a Prefeitura de Belo Horizonte vai apresentar um plano de metas para o gerenciamento do transporte público para o período 2013 a 2016.

Agressão

Os manifestantes deixam a Câmara Muncipal de Belo Horizonte depois de muita confusão entre eles, vereadores e seguranças da Casa. Eles chegaram ao local no primeiro dia dos vereadores após o recesso parlamentar do meio do ano. Anteciparam que iriam ao prédio dar “as boas-vindas” aos vereadores.

Acabaram ficando, com dois manifestantes iniciando uma greve de fome. Um deles, uma mulher, acabou desistindo após dois dias. Mas a tensão tomou conta do plenário esta semana com manifestantes atirando coxinhas e moedas no plenário. Seguranças entraram em confronto com os ocupantes, que chegaram a montar barraca na galeria dp plenário. Houve xingamentos, empurrões, chutes e socos. O cenário de pugilato se repetiu por dois dias e foi com base na filmagens e fotos dessas cenas, além dos estragos provocados com a ocupação, que a procuradoria da Câmara justificou a ação protocolada na Justiça com o pedido de reintegração de posse. (Com informações de Felipe Canêdo)

FONTE: ESTADO DE MINAS

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