Operação Café Fantasma desarticula quadrilha em Varginha, MG

Pelo menos oito mandados de busca e apreensão foram cumpridos nesta quinta-feira (5) em residências, empresas e escritórios de advocacia e contabilidade em Varginha (MG) na operação “Café Fantasma”, realizada pela Polícia Federal, em parceria com a as receitas Estadual e Federal. O objetivo foi desarticular a atuação de uma organização que realiza intermediações fictícias para a compra de café na região para gerar créditos tributários para exportadores. Segundo a polícia, o esquema causou um prejuízo de R$ 350 milhões aos cofres públicos. Pelo menos 80 empresas podem estar envolvidas.

Apesar de ninguém ter sido preso durante a ação, que contou com 22 policiais federais, 15 auditores fiscais e um analista da Receita Federal, foram apreendidos extratos bancários, computadores, pendrives e DVDs que devem ser analisados pela Polícia Federal.

De acordo com a Polícia Federal, as firmas envolvidas com o esquema ilícito agiam em Varginha e região e criavam empresas “fantasmas” em nome de terceiros para gerar créditos tributários por meio da venda de notas fiscais. O objetivo era garantir créditos do Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).

“Essa quadrilha realizava uma fraude gigantesca, que constituía-se, basicamente, na formação de empresas fantasmas, que por meio da compensação indevida de créditos tributários conseguia os créditos dos programas”, disse o delegado da Polícia Federal, João Carlos Giroto.

Os golpistas usavam os créditos obtidos nos programas para quitar os próprios débitos tributários e pedir ressarcimento ao fisco. Como a empresa não tinha nota fiscal, eles simulavam a compra e a venda do café. Conforme a PF, as investigações partiram da Receita Federal. A fraude foi descoberta com o cruzamento de informações de empresas. Quando elas começavam a levantar suspeitas ao fisco, as empresas fictícias encerravam as atividades. Ao todo, foram dois anos de investigações até chegar aos envolvidos.

De acordo com o delegado Carlos Márcio Ortiz Pereira, foi identificado o prejuízo de R$ 350 milhões aos cofres públicos. “Não houve recolhimento de R$ 0,01 aos cofres públicos. Nada era pago e ainda pediam restituição de valores. Mas ainda estamos investigando e vamos tentar verificar todos os desdobramentos”, comentou.

As pessoas investigadas devem responder pelos crimes de lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e falsidade ideológica.

Fonte: Site G1 – Sul de Minas.

 

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