Equilíbrio entre consumo de ômega-3 e ômega-6 é essencial

O ômega-3 (ácido alfa-linolênico, ALA) é um ácido graxo poli-insaturado que não pode ser sintetizado pelo organismo, por isso deve ser adquirido pela alimentação. No organismo, por meio de diversas ações enzimáticas, é possível haver a formação de outros ômegas-3, os ácidos eicosapentaenoico (EPA) e o ácido docosahexaenoico (DHA). A partir do ALA, essa formação, porém, é limitada. O consumo de ômega-3 é essencial para a saúde, já que colabora para equilibrar os processos inflamatórios do organismo, melhorando o funcionamento celular.
                                                                                                                                                                                        
O ômega-3 favorece a ação do sistema imunológico, ajuda a diminuir os níveis de triglicerídeos no sangue e o risco de doenças cardiovasculares. Contribui para o controle de processos inflamatórios e das dores provocadas por doenças reumáticas, além de ser essencial no funcionamento das células nervosas, auxiliando em desordens neurológicas. Os efeitos anti-inflamatórios são obtidos principalmente das substâncias formadas da metabolização do EPA e do DHA, como resolvinas e protectinas.
 
Já o ácido linoleico (LA) é um dos mais importantes da família do ômega-6 e no organismo pode formar o ácido araquidônico (AA), um constituinte da estrutura das membranas celulares, influenciando as funções plaquetárias e a pressão arterial. Também tem ação no desenvolvimento de mediadores bioquímicos que atuam nas respostas inflamatórias e no sistema de defesa. 
 
O ômega-6 é um nutriente importante para o organismo. No entanto, quando o consumo de alimentos fontes de ômega-6 é muito mais alto do que os que oferecem ômega-3 e do que o recomendado, pode haver um desequilíbrio que favorece o aparecimento de substâncias pró-inflamatórias, que em excesso podem ser prejudiciais ao organismo. “Sendo assim, o equilíbrio entre a ingestão de alimentos com ômega-3 e 6 é fundamental”, alerta a nutricionista da Nutravie, Andrea Stingelin Forlenza.
 
Com o aumento do consumo de EPA e DHA é possível ter um maior controle dos processos inflamatórios, uma vez que algumas doenças como Alzheimer, diabetes, obesidade, doenças cardiovasculares, asma e câncer são resultantes de processos inflamatórios inapropriados e crônicos. 
 
As principais fontes de ômega-3 EPA e DHA são os peixes de águas frias e profundas, como salmão, sardinha e arenque. Sementes de linhaça e chia, nozes também são opções para incluir o ômega-3, do tipo ALA, na alimentação. O ômega-6 (LA) é encontrado principalmente nos óleos vegetais, como milho, soja e girassol e o ácido araquidônico (AA) em carnes vermelhas.
FONTE: ESSE POST FOI FEITO ESPECIALMENTE PARA O ” BLOG DA DIETA”  por Andrea Stingelin Forlenza: nutricionista pós-graduada em Nutrição Clínica Funcional pela UNICSUL (VP Consultoria Nutricional). Pós-graduanda em Fitoterapia em Nutrição (Vanderli Marchiori). Atuação profissional em atendimento clínico nutricional na Nutravie Consultoria e Educação Nutricional. Farmacêutica-bioquímica graduada pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP).
Acesse www.blogdadieta.com
Beijinhos

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