Furnas registra pior nível de setembro desde ‘crise do apagão’

O nível da Represa de Furnas registrou em setembro deste ano o pior índice para esta época do ano desde 2001, ano da crise do “apagão” no Brasil. O nível da represa está em cerca de 755 metros, atingido no final de setembro e que permanece até esta quinta-feira (9). Atualmente, a represa registra apenas 5,53 metros acima do seu nível mínimo que é de 750 metros, o que representa um volume útil de 20,80%. Em setembro de 2001, o volume útill do lago era de 12,98%. Além disso, desde dezembro de 2012 o reservatório não atinge um nível tão baixo, quando o volume útil chegou a 12,35%.

Segundo informações de Furnas Centrais Elétricas, o menor nível histórico do reservatório foi registrado em dezembro de 1999, quando o lago atingiu 751,90 metros ou 6,28% de volume útil, o que significou apenas 1,90 metros acima do nível mínimo para operação, sem comprometimento para a geração de energia, segundo a empresa.

Recuperação
Segundo informações da Somar Meteorologia, no mês de setembro, choveu no Sul de Minas 30% menos do que era esperado para o período. O Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) estima que de agora até dezembro, deve chover o previsto. No entanto, a Associação dos Municípios do Entorno do Lago de Furnas (Alago) diz que essa chuva não será suficiente para recuperar o reservatório.

“Os índices meteorológicos são difíceis de prever, mas voltando ao ciclo histórico, isso nos remete a uns três anos, quando o lago já esteve nesse nível, ele demorou de 3 a 5 anos pra se recuperar. Nós precisamos de chuva em todo o Sudeste. Não basta que chova somente na região do lago. Precisamos que os rios que alimentam Furnas venham com bastante volume para assim recuperarmos ele”, diz o secretário executivo da Alago, Fausto Costa.

Fonte: G1 Sul de Minas

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