Prefeitura demite funcionários e reduz atendimentos em Alfenas, MG

A Prefeitura de Alfenas (MG) demitiu 70 funcionários de cargos comissionados nesta terça-feira (6). De acordo com o prefeito da cidade, Maurílio Peloso, o corte é mais uma medida para tentar colocar as contas em dia e diminuir a folha de pagamento, já que a prefeitura soma dívidas de cerca de R$ 90 milhões. Agora, já são 110 demissões desde agosto do ano passado.
O presidente do sindicato dos servidores do município, Wagner Soares, diz que está preocupado com a situação. Segundo ele, o salário de dezembro dos servidores está atrasado. “Estamos acompanhando desde quando o prefeito assumiu esta administração. Ele nos recebe, nos informa, mas fomos pegos de surpresa desta vez. Resultado: 70 pessoas desempregadas a partir de ontem”.
Além das exonerações, o município reduziu o expediente de algumas repartições públicas para economizar em contas como energia, água e combustível. Somente as secretarias de Saúde, Educação, Defesa e Ação Social estão funcionando em horário integral. A prefeitura, que antes abria às 8h, desde esta terça-feira passou a atender das 12h às 18h. O prefeito de Alfenas alega não ter outra saída a não ser enxugar os gastos para quitar as dívidas e afirma que com os cortes nas contas já conseguiu reduzir para R$ 27 milhões os R$ 33 milhões em débitos com fornecedores. O orçamento anual de Alfenas gira em torno de R$ 180 milhões.

“Com essas exonerações acreditamos fazer uma economia de R$ 1,5 milhão a R$ 2 milhões. Quanto a diminuição do expediente da prefeitura, nós ainda não temos um parâmetro, mas ao final de seis meses vamos fazer um balanço com a nossa controladoria para ver se realmente foi compensador ou não”, afirma o prefeito.
O presidente da câmara municipal, Enéias Ferreira de Rezende, explica que a prefeitura enfrenta dificuldades para atrair recursos para o município. “No caso da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), seriam R$ 4 milhões que foram enviados para construção e R$ 500 mil mensais para manutenção. São verbas que foram recusadas pelo prefeito porque algumas delas talvez teriam que ter contrapartida e ele alegou que poderia gerar gastos, então ele não quis a verba”, explica.
No entanto, o prefeito afirma que não haveria uma renda suficiente para manter a UPA. “Sempre que o governo federal ou estadual oferece alguma coisa para o município depois vem o custeio, e para ter o custeio tem que ter uma renda suficiente para manter aquela atividade. Então não demos continuidade para a construção da UPA. Mas eu queria deixar claro que esse projeto da UPA foi desenvolvido em 2011 e ele não foi feito naquele ano e nem em 2012”, acrescenta.
A prefeitura não confirmou se vai pagar os salários atrasados de dezembro no dia 9 de janeiro. O ex-prefeito de Alfenas Luiz Antônio da Silva não foi encontrado para falar sobre a construção da UPA.

Fonte: G1

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