Fama está entre cidades sem homicídios em 10 anos que foram premiadas no Sul de Minas

O Governo do Estado premiou 11 cidades do Sul de Minas por terem uma coisa em comum: elas não registram homicídios há pelo menos 10 anos. Duas delas, São João da Mata e Turvolândia, estão há quase 30 anos sem registro deste tipo de crime. A premiação aconteceu  em Belo Horizonte (MG).

Ao todo o governo premiou 33 cidades mineiras. Além de São João da Mata e Turvolândia, no Sul de Minas, foram premiadas Carrancas, Congonhal, Dom Viçoso, Fama, Gonçalves, Ingaí, Minduri, Olímpio Noronha e Serranos.
Cenário do interior
Em Turvolândia, com 5 mil habitantes, não há pressa, estresse e nem violência. Os moradores deixam o carro aberto, a chave da moto na ignição e até o capacete. As pessoas têm certeza de que não serão roubadas porque simplesmente confiam.
“Já deixei carro dormir na rua, a gente sempre esquece. Vai no bar, bebe uma cervejinha, sai e vai embora”, conta o motorista João Lúcio Batista. “A gente conhece todo mundo praticamente ‘né’, lugar calmo e tranquilo”, completa o vendedor Renato Martins.
Na casa da dona Maria Aparecida Ventura, as portas ficam abertas. “A minha casa nunca foi roubada não”, conta.

Em São João da Mata, outro município premiado, é a mesma calmaria. São cerca de 3 mil habitantes e notícia ruim no lugar é algo raro. Nada de confusão, todo mundo se conhece.

As duas cidades são vizinhas e tem em comum uma população muito pacífica. A calmaria é tanta que elas foram além da década sem homicídios. Há quase 30 anos que elas não registram nenhum crime violento com morte.

Os moradores tem que puxar longe na memória pra citar qual foi o último crime na cidade, e mesmo assim, não se lembram. Até a polícia já tinha esquecido do crime. O último homicídio em São João da Mata foi há exatos 26 anos, uma briga de bar.

Pra manter a cidade em paz, o sargento da Polícia Militar Jean Pereira dos Santos conta que o segredo é a confiança. “A gente conversa, temos um diálogo com a sociedade”, explica.

Como evitar crimes
O sociólogo Isaías Paschoal explica que a boa relação entre as pessoas é uma arma pra combater a criminalidade. “Toda vez que isso acontece, no mundo inteiro, as pessoas tendem a resolver os seus problemas de maneira mais pacífica ou não deixar que eles explodam pra níveis de violência, que são assustadores.”

Mas nos dias de hoje, viver num lugar assim pode ser considerado um privilégio. “Não [quero mudar daqui]. Moro num sítio aqui tranquilo, não mudo daqui de jeito nenhum”, completa o agricultor Francisco de Assis.

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