Criança cadeirante fica 4h esperando por ônibus adaptado em Pouso Alegre

Uma criança cadeirante e a mãe dela ficaram quase quatro horas em um ponto esperando por um ônibus adaptado para pessoas com deficiência. O caso aconteceu na quarta-feira (30) em Pouso Alegre(MG), e a polícia precisou ser chamada pra resolver a situação.  A empresa acabou mandando uma van para buscar as duas, já que não havia veículo com rampa de acesso. Moradores fizeram um vídeo mostrando a espera. As imagens repercutiram nas redes sociais e deixou os moradores indignados.

Priscila Marroze Moraes Melo é mãe da Ana Lívia, de 6 anos, e da Giovanna, de 3. A Giovanna nasceu com paralisia cerebral e precisa fazer tratamento médico diariamente. Além das consultas, Priscila passeia com a menina todos os dias, por recomendação médica.

 

Parte desse caminho ela faz a pé, mas na outra precisa de ônibus. “Na parte da manhã, eu já tenho uma rotina certa, mas quando ela precisa fazer um tratamento por fora ou até mesmo um passeio, é difícil, muito difícil. Às vezes eu vou a pé ou com ela no colo, porque não tem um horário específico de ônibus. Já cheguei a tomar chuva com elas por falta de circular”, conta a dona de casa.

Na quarta-feira, a Priscila foi com a Giovanna até o ponto final pra pegar um ônibus de volta pra casa. Elas chegaram no local por volta das 14h30, já que o ônibus pro bairro delas deveria passar às 15h. Mas ele e todos os outros veículos que passaram depois não tinham rampa de acessibilidade.

“Quando o ônibus não vem adaptado, é o elevador que não funciona. Tem que pegar no braço. E quando não é o elevador, é o cinto de segurança no ônibus que aí a gente tem que segurar a cadeira no braço, pra ela não tombar”, conta Priscila.

A espera da Priscila revoltou as pessoas que estavam no ponto. Ao ver a pequena Giovanna sem poder ir pra casa pela falta de ônibus adaptados, a animadora de festas Adriana Ferreira Beraldo decidiu agir. A espera da mãe e filha foi registrada e compartilhada nas redes sociais. O vídeo já teve mais de 8 mil visualizações.

“Vi o carro de polícia, aí eu fui atrás, falei ‘por favor, pra eles ajudarem a gente’. Só a presença do policial, foi coisa de 5 minutos, eles mandaram um ônibus da Apae, especial da Princesa do Sul pra levar ela embora”, conta.

A Priscila fez um boletim de ocorrência, mas ela diz que não é a primeira vez que passa por isso. Em outras ocasiões, chegou a perder a consulta médica da filha. Há nove meses, ela entrou com uma ação judicial contra a Princesa do Sul por danos morais.

“Pra gente ver o que vai acontecer, porque eu não posso ficar passando por isso. Não só eu, assim como as outras pessoas também passam, muitas pessoas”, finaliza Priscila.

A Prefeitura de Pouso Alegre disse que oferecer transporte público com acessibilidade é uma obrigação da empresa prestadora do serviço na cidade, que é a Princesa do Sul. A equipe da EPTV Sul de Minas tentou um retorno da Princesa do Sul pra falar sobre o problema com os ônibus públicos, mas ninguém se manifestou até a publicação desta reportagem.

Fonte: G1

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