Sem balsa há 1 ano, moradores cobram solução em Três Pontas, MG

Há mais de um ano os moradores do distrito de Pontalete, em Três Pontas (MG) estão sem a balsa que atravessa do lago de Furnas e chega em Paraguaçu (MG) e Elói Mendes (MG). Sem o transporte aquático, eles precisam viajar 90 km por uma estrada até chegar a outra cidade, no entanto, o problema está longe de ser resolvido. Por ser ano eleitoral, Furnas informou que está impedida de fazer novos convênios.

Para quem vive no distrito, a maneira mais fácil de chegar em outras cidades é cruzando o lago. A balsa que fazia a travessia significava economia de tempo e dinheiro para os moradores. Na embarcação, a viagem durava pouco mais de 10 minutos.

A aposentada Catarina Clara da Trindade, de 83 anos, conta que agora, quando quer visitar os parentes que vivem do outro lado da represa, se arrisca a ir de canoa. “Fica mais difícil, a gente pagava, mas como diz, já era uma coisa que não tinha tanta cisma, né?”, contou.

Nesta situação, quem tem barco a motor, como o pescador Joaquim Teodomiro Sobrinho, tem sorte. “Nem todo mundo aqui tem barco, mas os que tem, são solidários, não deixam as pessoas sem socorro”, comentou.

Os moradores do distrito contam que a situação já se arrasta por mais de um ano. Segundo o pescador Reginaldo Vitor Órfão, o transporte parou por causa de um impasse entre os balseiros e a prefeitura de Três Pontas. “O prefeito não aceita, fica caro par a Prefeitura e do jeito que a prefeitura quer para eles, sobrecarrega o serviço e prejudicado é o pessoal de Pontalete”, disse.

Procurada, a Prefeitura de Três Pontas informou que o transporte ainda não retornou porque os antigo balseiros não tinham a capacitação necessária para operar a balsa e agora ela enfrenta dificuldades para capacitar novas pessoas que possam prestar o serviço.

Já Furnas explicou que o serviço de travessia de balsa em Pontalete foi interrompido porque a prefeitura não demonstrou interesse em manter o convênio.

O prefeito da cidade, Paulo Luis Rabelo nega a versão. De acordo com ele, o convênio estabelece que a balsa é de responsabilidade da estatal e que os balseiros devem ser disponibilizados pelo município. “Se Três Pontas não tivesse o interesse nesse convênio, não teria mandado os marinheiros a Santos (SP), na capitania dos portos, para fazer a habilitação.

Aí é uma discrepância, uma burrice de quem administra e nós fizemos para cumprir com as regras.Para resolver o impasse, seria necessário renovar o contrato, mas Furnas informou que por ser um ano eleitoral, está impedida de realizar novos convênios.

A pescadora Maria Nazaré Moreira reclama e diz que só quer que o direito e ir e vir volte a ser respeitado pela represa. “Enquanto a balsa está lá, nós estamos ilhados. Não temos para onde correr”, pontuou.
Ainda segundo o prefeito de Três Pontas, se o problema não for resolvido diretamente com Furnas, a administração vai buscar uma solução na Justiça.

Fonte: G1

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