Greve é encerrada em bancos privados de Pouso Alegre e Varginha

A greve dos bancários chega à 4ª semana de paralisações nesta terça-feira (4) com a normalização do atendimento em algumas agências de bancos privados. Segundo representantes do sindicato da categoria, a greve foi encerrada em agências particulares de Pouso Alegre (MG) e Varginha (MG). Nos bancos públicos, o movimento grevista continua.
“Mesmo diante da pressão para o fim da greve, e com a volta [ao atendimento] de alguns bancos privados, a greve continua forte”, garantiu Fábio Massote Chaves, presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Varginha e Região. “Estamos com uma adesão cada vez maior dos funcionários de bancos públicos. Enquanto alguns [bancos] voltam, outros entram em greve. O movimento, então, é crescente e esperamos que as negociações sejam retomadas”, disse.
Nesta quarta-feira (5), três agências do Banco do Brasil e duas da Caixa Econômica estão sem atendimento em Varginha, de acordo com o sindidato que tem base regional na cidade. Na região, há greve em 54 dos 70 municípios, chegando a 120 agências paradas.
Na regional de Poços de Caldas (MG), o sindicato dos bancários informou que todas as 20 agências bancárias da cidade, tanto públicas quanto privadas, mantêm atendimento apenas pelos canais eletrônicos. Nas 26 cidades que compõem a região, a adesão ao movimento grevista é estimada em 85%.
Em Passos (MG), a adesão à greve continua também nos bancos públicos e privados, conforme o sindicato dos bancários.
Na regional de Itajubá (MG), o sindicato informou que o movimento de greve está presente em 30 das 35 cidades, mantendo o apoio, inclusive, dos bancários que trabalhos por agências de bancos privados.

No dia 28 de setembro, os bancários se reuniram com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), mas não houve acordo. Em assembleia em São Paulo (SP) nesta segunda-feira (3), os grevistas decidiram manter a paralisação.

A greve dos bancários deste ano completou 29 dias nesta terça-feira e superou a de 2015, que teve duração de 21 dias. De acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), a greve mais longa da categoria na história foi em 1951 e durou 69 dias.

Negociação
Os bancários pedem reposição da inflação mais 5% de aumento real, valorização do piso salarial, participação nos lucros e resultados (PLR) de três salários mais R$ 8.317,90, além de outras reivindicações, como melhores condições de trabalho.

A Fenaban, que vem mantendo a oferta de reajuste de 7% no salário, PLR e nos auxílios refeição, alimentação, creche, além de abono de R$ 3,3 mil, não informou se deve melhorar a proposta com a reabertura das negociações.

Serviços afetados
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban), representante dos bancos, informou que os clientes podem usar os caixas eletrônicos para agendamento e pagamento de contas (desde que não vencidas), saques, depósitos, emissão de folhas de cheques, transferências e saques de benefícios sociais.

O cliente ainda tem a possibilidade de usar os correspondentes bancários, existentes em postos dos Correios e casas lotéricas, para pagar contas e faturas de concessionárias de serviços públicos, sacar benefícios e fazer depósitos, entre outros serviços.

Fonte:G1

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